Olá, novamente. Faz um tempo. Talvez mais do que eu esperava. Mas, é sempre bom ter este lugar para pensar. Desta vez estou em outro estado de espirito, outros sentimentos, outros pensamentos... Passei por algumas situações que me fizeram repensar tudo que eu achava que sabia. Hoje não sou mais aquele aspirante a escritos que amava a literatura romântica da segunda geração, aquela literatura lisérgica e melancólica.
Hoje me sinto mais decidido. Nunca vi meu futuro tão claramente quanto agora. E ao mesmo tempo penso em mim nesse agora, enquanto escrevo. Durante um bom tempo sonhei em objetivos fantasiosos de mais para uma realidade como a nossa. Pensar em ser famoso, escrever um puta livro, fazer um bom filme, cantar uma boa música, ou criar algo genial, sempre foram objetos vagantes em minha projeção mental do futuro. Isso ainda vive em mim, claro. Mas, é melhor matar aos poucos aquilo que foge do que eu realmente estou vivendo. E matei, matei muita coisa que não pode me fazer voar com firmeza. Coisas que trepidam no ar acabam causando a queda de um grande avião. Uma asa mal nivelada é um acidente bem executado.
Então, nessas metáforas eu me apeguei. Parece descrença ou abandono, a falta do sonhar, mas não, é a vida real e adulta batendo na porta, um sentimento que eu nunca imaginei que chegasse até mim, a razão de fixar o pé no chão e de fato caminhar.
Tive uma passagem dura por entre os vales da sombra e da morte e temi todo o mal, sabendo que ninguém estava lá comigo. Afinal, a passagem da vida é um ticket único, sem transferência, e obrigatório.
Quando peguei o expresso de volta para a terra que me viu nascer (não que isso tenha sido um grande marco na história de alguém, além dos meus familiares), eu estava cheio de expectativas e apreensões. Eu tinha uma missão pela frente, precisava remover a poeira das catacumbas do passado e organizar a história dos meus antepassados, em contra partida, eu tinha que conhecer alguém que eu já conhecia e tinha que pensar no como seriam as impressões dessa pessoa sobre mim. (Claro, nos importamos com isso, sim.)
Bom, acontece que na realidade não é bem assim que as coisas acontecem, isso são facilmente listados com palavras, mas eu poderia destrinchar para algo mais real como. Eu tinha que recuperar documentos e arquivos dos meus avós já falecidos para poder fazer o inventário deles, e também transferir bens materiais para o meu nome, impedindo que meu pai desfaça-se irresponsavelmente deles, sendo que eu mesmo sou tão irresponsavelmente quanto. E eu estava na expectativa de conhecer uma pessoa que eu conversava há anos pela internet, e claro, com aquela pontada de 'será que vai rolar alguma coisa?' e ao mesmo tempo a conformação de 'aaah não, somos apenas amigos e assim deve ser.'
Uff... Que desabafo longo, não? Pois é, muito tempo sem estar aqui. Enfim, o que rolou foi que eu estou aguardando uma série de analises de um advogado, e teve problemas com as escrituras da casa. Eeeee, a pessoa com quem me encontrei esta doente, depressão, para ser mais exato. Algo do qual já experimentei, mas evitei remédios e, não me curei como todo, mas consigo evitar. Acho que remédios de tarja preta são sim agravantes da situação. Mas, não sou médico especialista. E por fim, ela não estava tão apta a passar um bom tempo comigo, porque ela também foi para passar um tempo com ela, e isso foi um pouco frustrante pra mim, mas, aprendi bastante sobre. E não a culpo, expectativas minhas. Eu queria de fato conhece-la mais, mas eu também não me conhecia...
Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso? Cresça! Deixe de infantilidades, de sonhar coisas que não possuem razão ou credulidades. Apenas cresça. Mate sim, alguns sonhos, isso não vai doer tanto. Engula a realidade e aceite-a, depois você pensa em mudar algo.
E Ah! Crie novos objetivos focados em você, e objetivos reais, algo que você possa realmente fazer, algo que esteja ao seu controle.
Um lugar de poesias, devaneios e epifanias de um jovem escritor. Nada além de rabiscos, textos não editados, vomitados do jeito que saíram da mente, sem edição, nu, como a nossa alma.
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 10 de julho de 2017
sábado, 11 de junho de 2016
Geração T
A ansiedade nos causa sentimentos de inutilidade, de incapacidade de fazer tudo que ela mesmo nos obriga a fazer, isso nos causa princípios de depressão, pois nos sentimos inúteis, sentimos um vazio existencial tremendo que toma conta da nossa mente, mas, na real é que muitos de nós passamos por isso, dias sim e dias não. E isso está cada vez mais evidente na minha geração, talvez seja por causa da quantidade imensa de conteúdos que vemos na internet, a assimilação grandiosa de informações, e a pressão de nos tornarmos o próximo Mark Zuckerberg. Mas, parem e pensem a respeito: É necessário mesmo isso? Porque não começar de vagar; Tipo, se vamos aprender algo novo, alguma atividade legal que queríamos há muito tempo, porque não irmos com calma? Sabe, não queremos ser mestres, mas queremos ser bons no que fazemos, e ganhar destaque, e sermos notados, prestigiados. Todos queremos ter um pouco de atenção, todos nós precisamos disso, para alimentar a nossa auto-estima. Ninguém consegue ser autossuficiente sozinho, precisamos de aprovações, aceitações.
E quer saber? As grandes mentes bem sucedidas só foram realmente notadas na faixa dos 30 anos. É comprovado antropologicamente! Boa parte aliás. Então, adquirir experiência enquanto ainda temos jovialidade é ideal. Buscar viver mais, viver melhor, errar bastante, nos permitir. É isso! Talvez tenhamos tanto medo de nos permitir. Olha, uma coisa que meu pai me disse uma vez, quando queria argumentar do porque eu não buscar fazer um concurso público em vez de estar arriscando meu tempo de vida em uma empresa que não possuí nem investimento inicial:
- Sempre vai existir gente que faz isso melhor que você.
E passei uns dias pensando nisso, em vez de me ofender, acabei analisando e percebendo que é um fato, sempre vai existir pessoas que fazem o que eu faço melhores do que eu. Tipo, gênios mesmo, a galera que dita as tendências, as regras. E nós vemos essas pessoas fazerem isso todos os dias, lá no Pinterest ou aquelas sacadas legais dos fotógrafos no Instagram, ou gente viajando para outros países no Facebook, fora objetos legais e roupas bacanas no Tumblr. E acabamos nos iludindo com tudo isso. Mas, quer saber? Desapegue! Desapegue de achar que tem que ser agora. Obviamente não é pra desistir e nem parar de seguir, mas vamos com mais calma. Apenas vamos errar mais. Errar bastante, mas nunca com os mesmos erros, e siga, aprenda, faça o que tenha que fazer. E construa o seu próprio você.
Errarê, geração T.
domingo, 1 de maio de 2016
Olhar Divagueia
Meu olhar vagueia, divagando sobre as cabeças, os rostos, as faces estranhas da multidão, procurando encontrar-se ao seu, mergulhar-se na multidão dos fios dos teus silhos, sinistros e pontiagudos, contornando o abismo profundo da sua retina, por dentro da carne, dentro da pele que se toca em atrito ao meu corpo quando me beijas. Meu olhar vagueia.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Pássarodrama- Vou voar
Cara, dona. Sinto muito, mas estou deixando você. Não porque deixei de gostar de você, ou admira-la, mas sim, por que percebi que não há sentido em cultuar um romance com uma pessoa que não irá corresponder-me. Você que já foi amada por tantos, e por tantos outros ainda há de ser, talvez não note que aquela pessoa que ocupava um espaço no seu dia a dia, deixará de ocupa-lo. Isto é, levando em conta que fiz parte deste teu coração acolhedor. Ah, como tu amas acolher aqueles moribundos que lhe desejam, como tu amas deixa-los ai guardados para seu bel prazer. Sinto pena em pensar que muitos tivesses que dispensar para que pudesses ter sua liberdade. Pois bem, como pássaro, também sei voar, e não adiantaria ficar cantarolando preso em uma gaiola. Vou voar. Mas, deixo uma pena, se sentires falta venha me procurar, mas, por causa desses tantos outros a tua volta, creio que nada lhe faltará.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Giro ela até o chão
Violaram a viola e o violeiro
Lirica boa só em devaneios
se dança o corpo, mas não os pensamentos.
Ensinei minha mente uma valsa, mas ela não quer dançar.
Li um livro de histórias, para ver se ela vai se levantar.
Pedi um pouco de paciência, abram alas no salão!
Se esta noite a minha mente for dançar, giro ela até o chão.
Lirica boa só em devaneios
se dança o corpo, mas não os pensamentos.
Ensinei minha mente uma valsa, mas ela não quer dançar.
Li um livro de histórias, para ver se ela vai se levantar.
Pedi um pouco de paciência, abram alas no salão!
Se esta noite a minha mente for dançar, giro ela até o chão.
Quem sá o Bandeira
De longe avistei uma carroça, puxada por um animal esguio, desidratado, pensei de longe:
Deve ser deveras maltratado. Mas ao se aproximar percebi espantado. Não poderia me espantar, mas sabia que era incomum, acostumado a ver tantos anos animais escravizados, agora via diante de mim, não um cavalo, mas um homem adestrado.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Um vagalume no meu quarto.
Certa noite, recluso em meu quarto, sentindo-me frustrado pelos dias a fio que se seguiram sem que eu tenha tido um pingo de aproveitamento útil desta minha vida monótona, recostava-me em um amontoado de travesseiros que ajustei para que agradasse a minha coluna. Ouvindo cá dentro um silêncio estressante, e as vezes lapsos de panelas sendo reviradas e portas batendo na cozinha, sabendo que a vida se seguia no exterior de meu quarto pelos ocupantes desta casa, decidi fazer algo importante. Peguei o meu caderno do qual costumo escrever os esboços de minhas artes textuais, a fim de escrever uma história interessante e reflexiva sobre alguma coisa.
Pensei comigo sobre a teoria das coisas. Sempre me disseram que a palavra "coisa" era muito vaga para se definir algo, porém acredito que ela possa ter um significado a partir do momento que se vai moldando-a ao que se quer referir como coisa, para isso basta conduzir seu receptor ao que se quer que ele associe como coisa. Esqueçamos esta teoria por hora.
Voltando aos pensamentos subterfúgios que me arrancam desta monotonia, decidi escrever uma história sobre um vagalume que entra de repente no quarto de um escritor, interrompendo o artista de concluir sua obra. O escritor, notando a presença do vagalume, a principio não se incomodou, até que o vagalume começou a passar rente aos seus olhos, distraindo-o e fazendo-lhe errar as palavasr.
Depois de duas ou três vezes sentindo-se ataprhlado... O escritor em um súbito ataque de fúria, comete o delito de matar o pobre vagalume travesso, que ziguezagueou até o chão. Triste com a situação, o escritor decidiu então relatar em sua escrita os seus pêsames e o quão arrependido fico por ter matado àquela pequena coisa.
Escreveu como primeira pessoa, mudando um pouco alguns fatos. Começou dizendo que se recolhera em seu quarto, alegando tristeza por não ter aproveitado os últimos dias que se passaram até aquele momento exato. Escreveu em seu relato como se quisesse contar uma história sobre um escritor frustrado, que por ter sido atrapalhado por um vagalume que adentrara em seu quarto, resolveu por imprudência assassina-lo. E por fim escreveu na ultima estrofe a tal teoria da coisa, explicando todos os fatos, igualmente do mesmo modo que aqui agora eu faço.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O diálogo entre o Sal e o Açúcar.
O diálogo entre o Sal e o Açúcar.
O que o sal diria se um dia viesse a se esbarrar com o açúcar? Ou o que o açúcar falaria se caso se encontrasse com o sal? Era o que o sal e o açúcar pensavam. Eles passavam dias e dias se olhando através dos vidros dos seus frascos. Ficavam pensando como cada um deveria ser e como poderiam ser o que são. Por que o sal é salgado? Por que o açúcar é doce? Essas eram curiosidades que poderiam ser respondidas se um pudesse falar com o outro.
Então, certo dia alguém deixou cair o saleiro e sucessivamente o açucareiro. A tampa dos dois recipientes se abriram e o sal e o açúcar puderam enfim se encontrar.Foi um momento chocante para os dois, pois, apesar de almejarem muito este dia, não lhes convinha a tal realidade. E lá estavam os dois, esparramados no chão da cozinha, um fitando o outro, sem pronunciarem nada. Depois de certo tempo, o sal pôs-se a falar:
- Saia de cima de mim, açúcar. Desse jeito não poderão mais me recolher.
- Talvez você pudesse se desmisturar também. Já que, uma parte de mim esta em cima de você e uma parte sua esta em cima de mim.
- Não consigo.
- Pois então ficaremos misturados assim mesmo e quem vier nos salvar terá uma certa dificuldade para nos tirar daqui, embora eu seja mais denso e mais branco que você.
- Como assim? -Perguntou o sal.
- Digo que, sou mais claro e posso ser removido facilmente.
- Isso não quer dizer que a pessoa irá lhe tirar primeiro.
- Claro que sim, sou mais gostoso também. Todos me preferem, salvariam muito antes à mim do que você. -Disse o açúcar convicto.
- Isto é uma injúria, pois saiba que eu componho a maioria dos alimentos que eles consomem.
- Isso não é nada, vendo que, eles gostam sempre mais de algo adocicado.
- Pensei que você fosse mais modesto do que isso. Sabia que você causa doenças a eles? -Disse o sal ofendido.
- E você também.
- Mas eu posso ser usado em diversos casos como cura, já você não.
- E como sabe que não? -Perguntou o açúcar intrigado.
- Você causa cáries,apendicite e diversos tipos de câncer. Já eu, posso ser usado como soro fisiológico e ajudar a combater a pressão baixa.
- Não seja tolo. Você causa pressão alta, hipertensão, catarata e até osteoporose. Já eu, posso auxiliar no combate a bactérias no organismo e controlar a taxa de glicose. - Retrucou o açúcar.
- Você causa muitos malefícios. -Disse o sal severamente.
- E você se acha o rei da benevolência. -Retrucou o açúcar injuriado.
- Em pensar que eu queria dialogar com você. -Falou o sal.
- Em pensar que eu poderia estabelecer um diálogo saudável com você. - Disse o açúcar.
Assim, os dois voltaram a ficar em silêncio, e pensando como seria bom se não tivessem se conhecido. Por fim, os dois foram varridos e jogados no lixo.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O que há depois do fim das histórias?
O que há depois do Fim da história?
João sempre foi um menino inteligente, desde pequeno sempre
quis saber o porquê das coisas, e ficava contente com uma simples resposta. Um
dia, sua mãe leu para ele a história de Robin Hood e ao terminar João ficara
intrigado.
- O que há depois do fim da história, mamãe? –Perguntou ele.
Sua mãe não soube responder. Com o passar do tempo, ele
começava a perguntar a mesma coisa no final das historinhas. Quando João
aprendeu a ler, ele logo pôs-se a ler todos os livros possíveis afim de saber o
que havia depois do Fim. Perguntava várias vezes para seus pais, avôs e tios. Sempre
se intrigava com aqueles felizes para sempre dos contos de fadas.
- Felizes para sempre? Como assim alguém pode ser feliz para
sempre? E quando eles se machucarem, não vão chorar? E se alguém os
decepcionar? Não existe nada que estrague essa felicidade? Mesmo nos dias de
chuva? Por que acabam assim as histórias? Por que não há nada depois do Fim?
Todas essas suas perguntas lhe custavam caro, pois, já na adolescência
ele vivia sendo expulso de sala de aula por sempre indagar para a sua
professora de literatura, após o final de uma leitura, o que havia depois do
fim das histórias.
Frequentou diversas bibliotecas, leu dos mais variados
livros, procurou nos mais diversos poemas, mas nenhum livro lhe explicava,
nenhum poeta conseguia decifrar, pois até os poemas tinham fim. Mas o que lhe
preocupava era o Fim das histórias.
Fez faculdade de História para assim poder descobrir a
resposta desta incrível incógnita. A história sempre lhe ensinou que tudo tem
um começo, mas nunca um fim. Porém está e a ciência da história, e não as
histórias em si. Ele queria saber o fim das histórias literárias. Ele imaginava
que algum autor poderia um dia escrever uma história sem fim. História sem fim!
Era o nome de um filme que havia estreado na época em que ele estava na
faculdade, porém até este filme tinha fim. Procurou dentre os livros espíritas
a resposta para essa sua pergunta, diziam que havia muita coisa após o fim, mas
aquele era o fim da vida, e não era esse fim que ele queria saber.
João indagou sobre o fim das histórias até se casar, após o
casamento ele havia se esquecido completamente sobre esta inquieta interrogação
que sempre lhe afligia. Passaram-se anos, décadas, até que ele teve um neto.
Um dia, João estava lendo Robin Hood para o seu neto, e
curiosamente, após o término da história, o garotinho perguntou:
- Vovô, o que há depois do fim das histórias?
E então, o velho João se lembrou de que ele também, há anos,
fazia esta mesma pergunta, mas ele que sempre perguntou, infelizmente não soube
responder.
Fim...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Ano novo, poemas novos.
Senti saudades de escrever aqui, talvez porque só aqui consigo me expressar melhor, não confio nos meus amigos para falar meus sentimentos, isso me deixa vulnerável vai que um dia eu os magoe, então eles saberão como me magoar também. Meio egoísta não é? Mesmo assim prefiro escrever.
Estou quase terminando o que é de fato meu primeiro livro... Não saiu como eu esperava, a ordem era outra, mas agora vai ser o meu primeiro, caso eu fracasse terei mais 2, se caso eu fracassar também ainda tenho umas 15 ideias para aplicar. Tenho medo de acabar como um escritor daqui da cidade que tem cerca de 50 livros publicados (infantis) não sei se ele possui algum que não seja do gênero mas ele nem ganhou gratificação dos velhos da academia de letras e talz. Sou ambicioso quero minha medalha Machado de Assis kkk, se bem que eu cometo erros de português gravíssimos, sorte que existe corretor automático.
Mas tenho medo de não ser reconhecido, oras, sou leonino, de alguma forma tenho que aparecer. Mudando de assunto, só queria dizer que é um prazer estar aqui de volta, seja lá quem for que estiver lendo isso, peço desculpas pelo meu descomprometimento, nem sempre se tem inspiração e nem sempre vou estar triste, pensativo ou melancólico para escrever algo que vus agrade.
sábado, 6 de outubro de 2012
Uma carta.
Tenho a senssação de não sermos mais tão intimos, tão amigos como antes. Sinto que não há mais atrativos em nossas conversas, como quando pass avamos noites em claro encontrando assuntos infitos que faziamos nos aproximar mais e mais apesar da tremenda distancia. Antes eramos dois, agora resta apenas eu e meus problemas de certo vagabundo. Presumo que seja apenas mais uma crise, pois já tivemos outras, o problema é que odeio crises. Queria dizer que lamento e que farei de tudo para manter a chama acesa, mesmo que seja uma brasa.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
O Mendigo da 25.
A cidade é um caos criado por nós, um amontoado de seres onde muitos lutam para sobreviver em meio a essa bagunça. A estoria que irei contar é de mais uma dessas pessoas que batalham todos os dias para sobreviver, um velho mendigo que era visto perambulando pelas ruas da grande São Paulo.
Quem passasse ali pelas ruas da 25 encontraria este mendigo aglomerado em meio a tantos outros pedintes, seu visual não era tão diferente quanto a dos demais companheiros de miséria, nem tampouco sua faceta que como tradição (acho que é assim que posso classificar) possuía as mesmas características de um mendigo qualquer. Imagine então apenas a figura de um velho com roupas de trapo.
domingo, 1 de julho de 2012
O conto do Pesca Nada
Tomo em punho aqui a escrever um conto, um conto diferente sobre um homem pacato, que vivia a pescar sem isca todos os finais de semana em um dique defronte a um mar calmo.
Todo o domingo de manhã quem visitasse o tal dique em uma cidadezinha pequena não se sabe lá onde, ei de encontrar um tal homem que a todos era conhecido como o Pesca Nada. Muitos pescadores visitavam o local apenas para zombar do pobre homem que todos os finais de semana estava ali de prontidão sentado no dique tomando água em garrafa e com sua caixa de peca do lado. Ao que todos dizem, ali naquela região não há peixes por causa de uma hidrelétrica construída na cidade vizinha, os peixes que ali habitavam buscaram condições de vida mais prospera para fertilização na praia seguinte aquela.
sábado, 16 de junho de 2012
Introdução á vida nova.
Ele, um cara meio lesado da vida, Ela uma garota fútil. Os dois não teriam futuro nenhum, se o futuro não tivesse ido busca-los. Interessante essa parte da historia, pela primeira vez é o futuro que tem que correr atrás do presente, caso contrario ele não existiria.
Ironia do destino? De certo, pensando melhor, é fato. Mike jamais teria a amado, Elizabeth jamais o teria notado. Alguma coisa tinha que intervir, e essa coisa esta neste exato momento se tornando alguém. Maldito feto- Pensou o garoto. Pois é, que vida os dois levariam daqui para frente? Já se tornou comum casos iguais, sendo que o deles não se comparava a nenhum outro. Na maioria dos casos os casais jovens que esperam um bebê nem ao menos se gostam, outros os pais fogem, quando ficam juntos, um, mal consegue sustentar o outro. Dai lhes aparece dois jovens, casados, onde um trabalha dignamente em um jornal local para sustentar a "família", com apoio dos pais ricos da garota. Bem fora do comum, porque agora viverão como adultos, adultos maduros e completamente independentes. Para esta aventura eles declararam. Independência e sorte!
Assim, os dois sentados a mesa brindaram.
(Sem querer, Mamãe e Papai)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Critica geral da sociedade moderna por um adolescente retrogrado.
Vivo em uma sociedade onde se prioriza o estilo como atitude e não a ação como virtude.
Os sinceros são os que falam as besteiras que pensam, coisas irrelevantes, muitas vezes
machucando outros, mas o valor da sinceridade é dada com intensidade a este tipo de pessoa que usa como desculpa que não gosta de falsidade. Creio que estamos confundindo alguns conceitos.
A sociedade pós-moderna não leva mais em conta o sentido empírico da cultura, quem o faz é careta e consequentemente excluído. Poucos tem bom senso.
Há confusões sentimentais atrelada a falta de diferenciação da mente em relação a certos relacionamentos.
A banalização é um fator primordial desta nova era, os participantes deste movimento levam em conta que tudo é tabu e assim sendo, deve ser quebrado, mas as vezes, há tabus que deveriam ficar intactos para impedir tais atos.
Esta é só uma critica de um adolescente revoltado, não aceito como é pela sociedade, mas é obrigado a aceitar todos.
Esta é a minha geração, esta é a nova humanidade, esta é a verdade, esta é a minha sociedade.
Os sinceros são os que falam as besteiras que pensam, coisas irrelevantes, muitas vezes
machucando outros, mas o valor da sinceridade é dada com intensidade a este tipo de pessoa que usa como desculpa que não gosta de falsidade. Creio que estamos confundindo alguns conceitos.
A sociedade pós-moderna não leva mais em conta o sentido empírico da cultura, quem o faz é careta e consequentemente excluído. Poucos tem bom senso.
Há confusões sentimentais atrelada a falta de diferenciação da mente em relação a certos relacionamentos.
A banalização é um fator primordial desta nova era, os participantes deste movimento levam em conta que tudo é tabu e assim sendo, deve ser quebrado, mas as vezes, há tabus que deveriam ficar intactos para impedir tais atos.
Esta é só uma critica de um adolescente revoltado, não aceito como é pela sociedade, mas é obrigado a aceitar todos.
Esta é a minha geração, esta é a nova humanidade, esta é a verdade, esta é a minha sociedade.
terça-feira, 13 de março de 2012
Para que estudar a arte, se você pode faze-la?
Porque estudar essas ciências para se fazer arte? Um artesão por exemplo, não estudou Ciência da arte, Metodologia da ciência aplicada a arte, Teorias da arte, Historia da Arte, e etc... A unica coisa que o artesão faz é fazer e pronto, eles não são tão requisitados quanto a merda dos artistas plásticos que estudaram em grandes cursos, mas a arte deles é a mesma coisa, ou até melhor, então pra que isso? Um bom artista faz o que tem que fazer, sem explicar, sem entender, apenas faz, faz acontecer. E é isso que eu deveria fazer, parar de falar e agir mais.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Foco na estrada
E quantos já me disseram, olhe para o céu e peça a Deus, mas de boa, acho que não é para lá que devo olhar. Quem não olha por onde pisa, acaba tropeçando.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Conto
Havia um garoto que amava muito uma menina, ele se apaixonou por ela mesmo antes de conhece-la, não diria que era amor a primeira vista, mas ele estava apaixonado apenas de vê-la. Um dia, determinado a conhecer a jovem além de sua beleza, o garoto teve grande tristeza, ela era linda por dentro e por fora, mas sua vida era diferente da dele, mesmo assim ele persistiu, prometeu-lhe mil e umas coisas, disse que poderia faze-la conviver no mundo dele. Ela não quis, lagrimas.
O garoto chorou muito ao chegar em casa, não entendia essas coisas da vida, nunca tinha sentido aquilo, pensava que era dizer o que sentia e pronto, mas a vida não era assim. No dia seguinte ele viu a garota beijar outro menino, o ciumes foi tão grande que ele teve que se conter, lagrimas.
Alguns meses se passaram e o jovem ainda tinha esperanças de ter a garota em seus braços, ele testemunhou vários descontentamentos da vida dela, mas sempre esteve lá para ajuda-la. Um certo dia os dois decidiram sair para dar um passeio, para aliviar a tenção que a jovem passava no momento, mas o destino traiçoeiro impôs um assaltante no meio do caminho. O ladrão engatilhou a arma de maldade, ele iria atirar na menina, o jovem não pensou duas vezes, sabia que ela estava fraca e não resistiria, rapidamente ele se jogou na frente e recebeu o tiro por ela, caído no chão, a jovem chorou desesperadamente, tomou-o nos braços e implorou para que ele ficasse acordado, lagrimas.
Um dia depois o garotinho abriu os olhos, acordou em uma cama de hospital, estava com um curativo no peito, a jovem estava do lado dele sorrindo, ela deu um forte abraço e milhares de beijos nele, depois beijou a boca dele e disse que o amava, que agora tinha visto o quanto ele era especial para ela, que ninguém jamais daria a vida por ela como ele fez, o jovem respondeu:
- Eu sabia que você não seria forte o suficiente para aguentar um tiro, eu tenho força de vontade para viver por isso sabia que poderia resistir mais facilmente. Você não me ama na verdade, você só esta iludida pelo que eu fiz por você, não foi nada demais, agora pode se retirar, já fiz o que tinha que ser feito.
A garota não esperava isso dele, nem ele esperava que diria isso para ela, mas em sua concepção, é melhor ficar sozinho do que ter alguém que apenas o admira pelo seu ato e não por quem realmente ele é.
Isso não é uma lição de moral, o garoto morreu dias depois. Apenas queria contar essa historia, porque eu faria o mesmo.
Vida cruel, as vezes temos que abrir mão de coisas por causa das verdades.
Vida cruel, as vezes temos que abrir mão de coisas por causa das verdades.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Para você
Hoje recordei que neste mesmo dia fora o mesmo do qual te dirigi a primeira palavra, não foi um "oi" como esperava, nem tampouco um "e aê? Beleza? Qual teu nome?", foi meio que "Nem adianta fazer brincadeiras com esse povo, eles não sabem brincar"... Lembro-me que foi ali, no canto da parede que conversamos, curiosamente enquanto escrevo isto estou usando a mesma calça daquele dia, em pensar que tudo daria certo em? Por quanto tempo te observei de longe atravessando a rua? Por quantas vezes te vi junto a meus amigos e jamais tive coragem de falar contigo? Quantas perguntas aqui postas né? Alias, esta foi mais uma... Voltando a meu devaneio, lembro do burro coitado, assustado por sua causa, lembro que você nos deixou presos em um prédio, lembro que no ultimo dia daquele ano fomos na padaria comprar pão!!! Comprar pão cara? Puta que pariu que ótima coisa para se fazer logo no final do ano. Sabia que naquele Reveillon fiquei louco para te encontrar? Fiquei imaginando a todo instante se você apareceria ali, mesmo estando do outro lado da praia, pensei até em ir para lá... Eu tentei te ligar, mas parece que teu celular decidiu dar um mergulho de ano novo né?
Quantas coisas pensei... Quantas imaginei... Quis te ter como namorada, mas você num belo dia me intitulou amigo, nunca tinha chorado por nenhuma garota, se chorei foi corriqueiro, mas chorei quando você disse abraçando-me "Você é meu melhor amigo"... Olha que legal!! Enquanto escrevo isto a musica que ta tocando foi a mesma que me fez chorar todas as vezes que escutava pensando em você, ela se chama "Dosed" da minha banda favorita.
E quando eu tive que contar que gostava de você? A cara, aquilo foi constrangedor, fui meio que obrigado porquê já estava na cara, não tinha como esconder... Chorei.
Curiosamente nunca pedi para ficar com você. Aceitei por um tempo a condição de amigo, escutava suas dores, quando aqueles idiotas que não sabiam dar valor ao que tinham faziam mal a você, eu ficava puto da vida com isso, mas sempre estive lá pra te acolher quando necessário, até hoje eu faço isso né?
E as esperanças? Aaaa as esperanças... Malditas sejam elas, eu sei que você nunca quis que eu me machucasse, mas fazer o que? Uma vez tu me disse: "Se eu pudesse mandar no coração, eu mandava ele te amar". Então, se eu pudesse mandar no meu, eu mandava ele te esquecer. Impossível te esquecer guria, impossível deixar de gostar de você, a principio sou mais um dos caras que caíram aos seus pés de leonina rainha, mas eu acho que fui o único que permaneceu lá, porquê os outros tocaram suas vidas para frente.
E quando você ficou comigo? Tipo, eu nem esperava aquilo, por isso beijei torto daquele jeito, mal ai se você esperava mais de mim, eu também esperava... É que foi tão de surpresa que eu nem sabia o que fazer... você depois me disse na cara dura que foi só um teste, isso doeu tanto cara, tu nem imaginas... Chorei.
Toda vez que você ficava solteira eu bolava um plano pra te conquistar, e quando eu ia colocar em pratica outro já entrava na frente e me barrava. Fui paciente, uma vez fiz o impossível para te dar um presente, ele nem a venda tava, corri atrás dele por cerca de 4 dias, quando finalmente achei, eu fiz uma carta para você, escrevi aquela historia linda do coelho e a lua, que alias, toda vez que olho para lua eu lembro de você, e sempre te chamo de coelho, mas neste caso o coelho sou eu.
Eu me arrumei todo para aquela festa, dizia eu: É hoje! E meus amigos me deram a maior força, caraaa nunca me aventurei tanto por uma menina, tinha que dar certo... Chegando lá, você estava maravilhosa, perfeita, mas você estava com ele, dançando com ele, e eu? Eu assisti tudo, desejando ser aquele cara, desejando estar ali te guiando entre meus braços... Chorei.
Te entreguei o presente, era para você ter aberto ali mesmo, e lido, e chorado na minha frente, e me abraçado e dizendo que agora era minha, mas eu aprendi naquele dia, que não adianta planejar nada para a vida, porque ela não tem planos para ninguém. Alias, aprendi isso contigo, porquê muitas vezes eu encenava na frente do espelho falas de um roteiro medíocre na minha cabeça, mas você nunca seguia o script, tem razão, eu era muito previsível... Chorei.
Daquele dia em diante, decidi não ligar mais para você, tentei me afastar, mas você me queria por perto, para que? Me torturar?
Até que um dia desencanei, comecei a tocar minha vida pra frente, fiquei três meses sem falar contigo, foram os piores meses da minha vida. Mas reconstitui meu valor, procurei outros lábios, consegui os melhores que se pode ter no mercado, sim, por incrível que pareça eu fiquei com mulheres mais velhas, mas só fiquei, comecei a beber, mas bebia pouco, comecei a viver, mas vivia quase nada.
Voltei a falar contigo, lembro-me que foi ótimo, me senti mais leve, mas já estava em outros mares garota, eu já tinha navegado tanto que me perdi do seu, desencanei... Sorri.
Comecei a namorar, e você também, eu estou ótimo no mar sem ondas, mas prefiro a agitação, pois só assim o barco sem remos pode voltar a navegar.
Voltei a conviver contigo, vimos o eclipse, fiz um bolo para você na areia da praia, dançamos e cantamos parabéns ao redor dele, parecia um bando de bêbados, foi feliz... Sorri.
Agora estou aqui, te escrevendo isto, no dia em que te conheci, queria dizer que finalmente aceitei a condição de Amigo, porquê é isso que mais vale, tolo eu de ter confundido uma linda amizade. Só queria lhe agradecer por esta desventura que se estendeu durante 4 longos anos, aprendi muita coisa contigo meu coelho bobo.
Quando te conheci tudo parecia que ia fluir, até parecia que eu iria conseguir o que queria, mas apenas parecia.
By: Mozi
Assinar:
Postagens (Atom)