Mas, foi quando descobri que em mim havia mais coragem do que imaginava, me assustei...
Um lugar de poesias, devaneios e epifanias de um jovem escritor. Nada além de rabiscos, textos não editados, vomitados do jeito que saíram da mente, sem edição, nu, como a nossa alma.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
quarta-feira, 12 de junho de 2024
Respeitando meus erros
Quando nos acomete a epifania, entendemos o quão tolo fomos em determinadas escolhas.
Mas, é quando entramos em cartase, que realmente entendemos as nossas escolhas.
Eu aprendi a respeitar os meus arrependimentos.
domingo, 9 de junho de 2024
Distância mental
Oito meses... Porém, 10 anos de distância mental. Tão afastado do que foi, do que fiz e fui em tão pouco tempo. Corre em meus neurônios uma saudade, e um desespero, pois escolhi não poder voltar. Determinei-me a não escolha, e privei-me de tudo para privatizar meu livre-arbítrio.
sábado, 25 de maio de 2024
Epifania
De repente acometeu-me a epifania de que nunca havia compartilhado as gotas daquilo que sei e daquilo que gosto. Que talvez, e só talvez, dividindo minhas entranhas eu possa aliviar a mim e a outrem. E sendo assim, cumprindo ao que fui designado.
segunda-feira, 20 de maio de 2024
O Alerta máximo!
Alguém está a sonhar os teus sonhos.
E não há nada que você possa fazer.
A não ser que você faça. Alguém ainda sim continuará a sonhar os teus sonhos.
Podes deixar para outrem, ou podes deixar para amanhã.
E mesmo assim, alguém ainda há de sonhar teus sonhos.
Alerto-te, sonhe.
Seja também o alguém de alguém, que sonha o sonho de outros.
Pois, se não fores tu, nem o outro.
Sonharás sempre que alguém está a sonhar os teus sonhos.
Relatório de bordo
Os dias têm sido estranhos desde que deixei meu conforto,
meu lar, e tudo que antes eu julgava conhecer. Seis meses de confusão interna,
e mais seis meses tentando entender o que eu estava procurando no exterior da
vida. Digo isso, pois, acredito que vivemos apenas dentro de nós, e tudo que há
lá fora, para além de nossa epiderme, não passa de outro ambiente onde outras
pessoas, que também vivem em si, convivem umas com as outras. Sendo assim,
nessa dicotomia mirabolante dos meus sentimentos, sinto-me a deriva, nas
ondulações da maré da cidade grande. Perdido nesse cardume de sensações. Me
encontro aqui, nestas palavras, ao escrever. Uma tentativa vã de organizar as
ideias. Tanta coisa acontecendo, e ao mesmo tempo nada.
terça-feira, 19 de março de 2024
O poço, o cigarro e a chuva.
Desequilibrado em uma corda sólida onde apenas meus pés bambeiam.
Em constante queda, não livre, preso em uma corrente que não se arrebenta, de frustrações que não me seguram.
Sinto a dor de cair no poço sem fim, sinto o chão e o vazio, o vácuo em um espaço completamente preenchido que me sobra aos montes, transbordando para dentro de mim.
Não sei se vou sair, se quero sair, se devo ao menos tentar ou desistir completamente.
No fundo, neste fundo, tenho a grande chance de quebrar, mas meus ossos são feitos de borracha, e posso tudo apagar.
Não vou me apagar por completo, como você fez, pobre garoto da terra da chuva.
Talvez eu seja o seu velho cigarro, queimando aos poucos, ao menos uma chama acesa a iluminar o escuro, enquanto sacio a vontade do trago vicioso.
Mas, a fumaça pode
me salvar, subindo aos céus como um sinal.
Se o vapor fizer Chover, apago-me, caso contrário, Verão.